Feira do Ano 2026: 600 anos de história e um recinto onde cabe Montemor-o-Velho

Foi com os olhos postos nos 600 anos de história e no crescimento do certame que o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, apresentou, esta terça-feira, 25 de agosto, a Feira do Ano – Festas Concelhias 2026.

A conferência de imprensa, realizada no Fórum Cultural de Montemor-o-Velho, contou igualmente com a presença da vice-presidente, Diana Andrade, do vereador Vasco Martins e de diversos dirigentes municipais, e deu a conhecer os principais números, novidades e linhas orientadoras da edição que decorre de 29 de agosto a 8 de setembro, ao longo de 11 dias sempre com entrada livre.

O ano de 2026 assume um significado particularmente simbólico: passam 600 anos sobre a concessão, em 1426, da feira franca anual de Montemor-o-Velho. Uma história profundamente ligada à agricultura, ao comércio e à circulação de pessoas e produtos no Baixo Mondego e que continua a encontrar expressão na Feira do Ano que hoje conhecemos. “É um orgulho para todos nós e é também uma responsabilidade muito grande termos uma Feira do Ano com este calibre e esta envergadura”, sublinhou José Veríssimo, destacando a capacidade do certame para preservar as suas raízes e, simultaneamente, continuar a evoluir.

Essa evolução é visível nos números. Em 2026, a Feira do Ano chega aos 220 expositores, o que representa um crescimento superior a 16% no último ano e de cerca de 38% em dois anos.

A crescente procura levou à criação de uma nova área de exposição e de uma nova zona comercial, permitindo aumentar a capacidade do recinto e diversificar a oferta. “Não queremos crescer apenas em dimensão. Queremos também melhorar a experiência de quem participa e de quem nos visita”, salientou o autarca montemorense.

Entre as principais alterações deste ano está o novo enquadramento do Mundo Animal e da Feira Rural, que passam a ocupar parte do Parque Ribeirinho. A mudança procura proporcionar melhores condições e, simultaneamente, reforçar a ligação da Feira à agricultura, ao mundo rural, aos animais e aos produtos da terra. “Montemor-o-Velho tem uma identidade profundamente agrícola e queremos que essa realidade tenha espaço e visibilidade dentro da Feira”, reforçou José Veríssimo.

Também a Morlândia muda de localização e aproxima-se da Feira Popular. Com cerca de 1.500 metros quadrados inteiramente dedicados ao público infantil, o espaço vai contar com insufláveis, festas da espuma e animação ao longo da Feira. A aposta enquadra-se numa programação pensada para diferentes gerações. “Queremos que as famílias venham e encontrem no recinto condições para permanecer e desfrutar da Feira”, explicou o autarca.

Mas, para José Veríssimo, aquilo que verdadeiramente dá identidade ao certame são as pessoas e a diversidade do território. “Montemor-o-Velho cabe na Feira do Ano”, afirmou, lembrando a presença das Juntas e Uniões de Freguesia, empresas, produtores agrícolas, comerciantes, artesãos e do movimento associativo.

As 6 tasquinhas, os 16 bares e petisqueiras e a Tenda da Doçaria voltam a levar à mesa sabores ligados ao território, do Arroz Carolino do Baixo Mondego à doçaria tradicional, numa Feira do Ano onde a gastronomia é também uma forma de contar Montemor-o-Velho.

A música e a animação completam uma programação transversal, com Bárbara Bandeira, Calema, Mickael Carreira, Lon3r Johny, SYRO, Zé Amaro, Deejay Telio e KURA, Diogo Piçarra, Sara Correia, Vizinhos e Sons do Minho, a par da programação infantil com a Porquinha Peppa e a Ovelha Choné e da participação dos grupos de folclore, cantares, filarmónicas, escolas e coletividades do concelho.

E porque a Feira do Ano é muito mais do que os grandes espetáculos, entre 2 e 8 de setembro regressam também a Feira das Cebolas e a Feira da Roupa Velha, mantendo vivas práticas comerciais que atravessam séculos e gerações.

No encerramento da apresentação, José Veríssimo deixou o convite: “Queremos que as pessoas conheçam aquilo que fazemos, visitem os nossos expositores, provem a nossa gastronomia, apoiem as associações, conheçam as nossas tradições, tragam a família, encontrem amigos, assistam aos espetáculos e vivam a Feira do Ano.”

“A Feira do Ano é uma celebração do concelho, mas é também um convite a todos aqueles que nos visitam. A Feira do Ano só faz sentido se estivermos todos juntos”, finalizou José Veríssimo.

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