O Castelo de Montemor-o-Velho voltou a revelar alguns dos segredos da sua longa história este sábado, dia 13 de junho, durante a visita guiada “Arqueologia a Acontecer”, promovida pelo Município no âmbito das Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA) 2026.
O percurso teve início junto à Porta da Peste (Porta de Coimbra) e percorreu diversos espaços da fortificação, proporcionando uma viagem pela história e pela evolução do território através do olhar da arqueologia.
Ao longo da visita, o arqueólogo municipal, Flávio Imperial, partilhou descobertas e curiosidades que ajudam a compreender melhor a importância histórica e estratégica do Castelo de Montemor-o-Velho. Entre os temas abordados estiveram a descoberta de cinco cisternas e do Poço do Abade João, estruturas que evidenciam a capacidade da fortificação para assegurar o abastecimento de água e acolher uma guarnição de até cinco mil pessoas.
Os participantes ficaram ainda a conhecer a descoberta, em 2018, de sepulturas medievais cobertas por lajes calcárias e implantadas sobre o afloramento rochoso, nas imediações da igreja de Santa Maria da Alcáçova, um testemunho relevante da ocupação e vivência daquele espaço ao longo dos séculos.
A iniciativa integrou as comemorações das Jornadas Europeias da Arqueologia e faz parte de um conjunto de ações que o Município de Montemor-o-Velho tem vindo a promover para divulgar os resultados das diversas intervenções arqueológicas realizadas em equipamentos e espaços municipais, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre a história, a identidade e o património do concelho.