Os alunos do 5º e 6º anos da EB 2,3 Dr. Santos Bessa, da Carapinheira, regressam amanhã, quarta-feira, dia 17 de outubro, às atividades letivas na escola-sede do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho (AEMOV) e os alunos do 7º, 8º e 9º anos regressam na próxima segunda-feira, dia 22 de outubro.

A medida foi apresentada aos pais e encarregados de educação na reunião que juntou à mesma mesa o AEMOV, a Autarquia montemorense e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE), no pavilhão multiusos do AEMOV.

As aulas vão decorrer nas instalações da escola e em monoblocos até que a intervenção, que deve durar cerca de um mês e meio a dois meses, esteja concluída na Carapinheira, sendo o transporte dos alunos assegurado pelo município.

No âmbito das medidas tomadas para minorar os efeitos da tempestade Leslie e ao revelar que “as escolas também foram uma prioridade”, o presidente da Câmara Municipal, Emílio Torrão, garantiu: “Esta é uma solução temporária e essa é a minha vontade e do executivo. Vou estar atento porque é uma situação que queremos ver resolvida o mais rápido possível”.

Confiante de que, depois da “intervenção profunda, a Carapinheira vai ter uma escola como merece, com as melhores condições para os vossos filhos”, o autarca montemorense aproveitou para deixar palavras de agradecimentos as todos os munícipes: “Estou muito orgulhoso de todos vós. Montemor-o-Velho está a dar uma lição de humildade, de comunidade e de entreajuda”.

Recorda-se que, no concelho de Montemor-o-Velho, apenas a EB 2,3 de Arazede e os alunos do 7º ao 9º ano da EB 2,3 da Carapinheira não vão ter aulas amanhã.

Ainda não tem eletricidade?
Tem um poste partido perto de casa?
Reporte!
O Balcão Único Móvel vai levar uma equipa da EDP até junto das populações mais afetadas.

Amanhã, dia 17/10:
10h-12h | Gatões, Largo Feira dos 8
14h-16h | Carapinheira, Largo da Junta de Freguesia

Quinta-feira, 18/10:
10h-12h | Arazede, Largo do Serrado
14h-16h | Verride, Largo da Junta de Freguesia

Informam-se os pais e encarregados de educação da EB 2,3 da Carapinheira que esta tarde, dia 16 de outubro, pelas 18 horas, no pavilhão multiusos do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, vai ter lugar uma reunião com o Agrupamento de Escolas, a Autarquia montemorense, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) e os pais e encarregados de educação presentes, para debater assuntos relacionados com o regresso às aulas dos alunos e alunas daquele estabelecimento de ensino do concelho de Montemor-o-Velho.

"Não posso deixar de manifestar a minha admiração e reconhecimento pelo espírito da população do meu concelho de Montemor-o-Velho! Discretos, pacientes, sem alaridos, empenhados e pró-ativos, em total solidariedade uns com os outros, vão resolvendo os problemas causados pelo furacão Leslie! São um verdadeiro exemplo a seguir! Muito bem!
Obrigada a todos e a cada um de vós!
 
Da minha parte, enquanto presidente da Câmara, saibam que não me vou conformar com esta situação da falta de água e de luz, com casos complicados como Arazede e Abrunheira. E que estou, juntamente com a minha equipa e os serviços da Câmara, a trabalhar arduamente para minimizar os efeitos da tempestade que na noite de 13 de outubro assolou o nosso concelho.
Juntos vamos certamente continuar a valorizar o que é nosso!"
Emílio Torrão.
Informamos a população que as escolas públicas, de todos os níveis de ensino, incluindo jardins de infância, escolas básicas e secundária, do concelho de Montemor-o-Velho vão reabrir amanhã, dia 16 de outubro, à exceção da EB 2,3 de Arazede e da EB 2,3 da Carapinheira
Os alunos da EB1 e Jardim de Infância do Seixo vão ser deslocalizados para o Centro Educativo de Montemor-o-Velho, estando o transporte assegurado junto à escola, pelas 8h40 (regresso por volta entre as 17h45 e as 18h).
Se, por algum motivo, existir alguma anomalia impeditiva do normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino, como a falta de abastecimento de água, só existirão aulas no período da manhã. 
As Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) serão asseguradas até às 17h30. 
Esta foi uma decisão conjunta da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, em coordenação com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEST).
Agradecemos a compreensão dos pais e encarregados de educação pelo esforço que a autarquia está a desenvolver para minimizar os danos acusados pela passagem do furacão nesta região. 
O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, visitou esta manhã a zona de Montemor-o-Velho, a mais afetada pela tempestade Leslie, onde está já em curso o levantamento dos prejuízos sofridos pelos agricultores e anunciou a atribuição de apoios.
Com os técnicos no terreno, a verificar os estragos provocados nas explorações agrícolas pelo vento que assolou a zona, Luís Medeiros Vieira começou por se encontrar com agricultores e autarcas nas instalações da Câmara Municipal, onde ouviu em primeira mão o relato dos efeitos da tempestade.
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, enalteceu a disponibilidade do governante que “tão prontamente se solidarizou com os agricultores do concelho” e sensibilizou-o “para a desgraça que está bem patente nos campos da região, nas culturas permanentes e anuais, como o milho e o arroz, e nas infraestruturas agrícolas (vacarias, estufas e armazéns agrícolas de todo o concelho e que originou avultados prejuízos.” Emílio Torrão informou ainda que o Município já está “a fazer já uma recolha informal de prejuízos, em conjunto com a CCDRC”.
O Secretário de Estado anunciou desde já a atribuição de apoios a fundo perdido no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural PDR2020. Os níveis de apoio atingem os 100% para prejuízos até 5.000 euros; 85% para prejuízos entre os 5.000 e os 50.000 euros; 50% para prejuízos entre 50.000 e 800.000 euros. Esta medida abrange infraestruturas, instalações e equipamentos agrícolas e também perdas em animais e culturas permanentes, como é o caso de olivais, vinhas e pomares. Luís Medeiros Vieira anunciou também que as despesas serão elegíveis a partir da data da ocorrência dos prejuízos e que os pagamentos poderão ter lugar após a contratação dos projetos junto do IFAP, contra apresentação da fatura, podendo os agricultores dar já início aos trabalhos.
O Governo está também a estudar a possibilidade de disponibilizar uma linha crédito garantida, a adotar em caso de necessidade, tendo como objetivo apoiar as Cooperativas e Agrupamentos de Produtores dos concelhos afetados, para minimizar os custos fixos daquelas organizações por falta de matéria-prima para comercializar. As condições de acesso e valor desta linha serão divulgadas logo que possível.
Os prejuízos registados em culturas anuais estão cobertos pelo Sistema de Seguros de Colheitas, que o Ministério da Agricultura financia em 60% a fundo perdido, num montante global anual de 11 milhões de euros.
Com o levantamento de prejuízos já em curso, o Secretário de Estado da Agricultura assumiu o compromisso de abrir as candidaturas o mais rapidamente possível, tendo em vista a mitigação dos prejuízos sofridos pelos agricultores das zonas afetadas.
A plataforma para apresentação da declaração de prejuízos agrícolas está já disponível no site da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro em http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/especial/pavii/pavii_pp.php.
Pede-se à população que tenha sofrido danos com a passagem do furacão Leslie que comunique, com urgência, na Junta de Freguesia da área de residência ou na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho (no Balcão Único ou via email para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) uma relação dos danos sofridos em habitações (de 1ª residência), indústrias, comércios, serviços e no sector agrícola. 
Esta relação dos prejuízos deverá conter a identificação, localização e uma breve descrição dos danos causados pelo furacão, um registo fotográfico (em suporte digital) e uma estimativa de custos.
Os elementos devem ser comunicados durante o dia 15 de outubro para que o Município os possa reportar à CCDRC e ao Governo para avaliação.
O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esteve este domingo em Montemor-o-Velho a avaliar os estragos provocados pela tempestade Leslie. Após a reunião com o presidente da Câmara Municipal e com a Proteção Civil, onde Eduardo Cabrita pôde ver um levantamento dos danos mais significativos ocorridos no concelho de Montemor-o-Velho, o ministro revelou que é hora de fazer “uma avaliação de quais são os prejuízos para que se possa olhar já para o dia seguinte”. De acordo com o governante, no terreno estão já “as estruturas dos Ministérios da Agricultura, da Educação, da Segurança Social e da Comissão de Coordenação Regional (CCDRC)” a fazer esse levantamento dos danos registados a tempo do "próximo Conselho de Ministros de modo a definir o modelo de apoio que vá ser adotado".
Nos próximos dias, e com “muito rigor”, será feita, pela CCDRC em articulação com a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia,  “uma identificação de todas as habitações danificadas, de todos os prejuízos em empresas, de todos os equipamentos públicos municipais que necessitem de recuperação, bem como dos prejuízos agrícolas”. O ministro informou que amanhã, dia 16 de outubro, o Secretário de Estado da Agricultura, Luís Vieira, estará em Montemor-o-Velho "especificamente a avaliar, com as equipas da direção regional da agricultura, os danos na área agrícola".
De acordo com o governante, “o ministério da Educação está particularmente atento ao impacto nas escolas que terão algumas dificuldades de funcionamento nos próximos dias e, sobretudo, na EB 2,3 da Carapinheira, que precisará de uma alternativa”.
Eduardo Cabrita elogiou o “trabalho que quer as autarquias locais, quer os agentes da Proteção Civil fizeram aqui durante esta noite e que permitiu não só minimizar os danos, mas sobretudo que, poucas horas depois, se possa já estar a trabalhar na fase seguinte”. 
No final, Emílio Torrão, que mostrou, in loco, ao ministro alguns dos muitos estragos ocorridos em Montemor-o-Velho em edifícios, rede elétrica, abastecimento de água e vias de comunicação, elogiou a celeridade com que o governante veio ao concelho e agradeceu a solidariedade de Eduardo Cabrita para com a população de Montemor-o-Velho.
O Município de Montemor-o-Velho ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil das 4 da manhã de hoje, domingo, 14 de outubro, até às 18h30 de 3ª-feira, dia 16 de outubro, altura em que será efetuado novo ponto de situação.
Durante o dia de amanhã, 15 de outubro, todas as escolas e jardins-de-infância do concelho de Montemor-o-Velho estarão encerradas, reabrindo, caso a caso, quando estiverem reunidas as devidas condições de segurança. 
 
O Serviço Municipal de Proteção Civil e os serviços do Município de Montemor-o-Velho estão a trabalhar no restabelecimento do abastecimento público de água e de energia, bem como na limpeza e desobstrução das vias de comunicação e na reposição da segurança dos diversos edifícios públicos (municipais, centros de saúde, tribunal, escolas, IPSS’s) atingidos pela intempérie.
Pede-se a todos os munícipes que evitem deslocações pelo concelho, uma vez que as vias têm muitos materiais cortantes e cabos, colocando em risco a normal circulação rodoviária. Aconselham-se os munícipes a circularem com precaução acrescida.
À margem da reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil realizada esta manhã, o presidente da Câmara Municipal pediu a todos os habitantes do concelho de Montemor-o-Velho para se unirem “por forma a superar as dificuldades e os danos causados por esta calamidade”. “Já expressei, junto do Governo, a gravidade da situação e pedi ajuda”, acrescentou Emílio Torrão, que informou que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, "vai estar em Montemor-o-Velho, hoje, pelas 16 horas, para se inteirar da situação no terreno".
AVISO À POPULAÇÃO | CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS ADVERSAS
 
Informa-se a população que, de acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o distrito de Coimbra vai estar, entre as 21 horas de hoje, sábado, dia 13 de outubro, e as 3 da manhã de amanhã, domingo, 14 de outubro, com aviso vermelho para o vento - rajada máxima. Quanto à precipitação, está aviso amarelo para precipitação entre as 21 horas e as 22 horas de hoje, e laranja a partir das 22 horas de hoje e as 3 da manhã de amanhã. 
Recomenda-se que tenha especial cuidado com o vento, na medida em que, com rajadas fortes como previsto, pode contribuir sobremaneira para a evolução rápida dos incêndios rurais que venham a verificar-se.
 
 
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
  1. Danos em estruturas montadas ou suspensas;
  2. Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
  3. Possíveis acidentes na orla costeira;
  4. Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  5. Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;
  6. Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
  7. Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
  8. Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
  9. Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência. 
 
 
Para minimizar o eventual impacto destas condições adversas, a população deve adotar um comportamento adequado e preventivo. A saber:
  1. Garanta uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  2. Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
  3. Evite a circulação e permanência junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros;
  4. Não pratique atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
  5. Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas; 
  6. Adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;
  7. Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  8. Esteja atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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